sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Vídeos recomendados (com links) 1. História da Ressonância Magnética 1. History of MRI: From Physics to Clinical Application

 

Vídeos recomendados (com links)

1. História da Ressonância Magnética

1. History of MRI: From Physics to Clinical Application

Duração: ~28 min

Link: https://www.youtube.com/watch?v=9K6INO3d1zQ

Aborda:


2. The Past, Present and Future of MRI

Duração: ~16 min

Link: https://www.youtube.com/watch?v=X5d0Z7yaYbM

Aborda:

  • História da RM
  • Evolução tecnológica
  • Equipamentos modernos
  • Tendências futuras da RM [youtube.com]

3. Nobel Prize MRI Discoveries

Link: https://www.nobelprize.org/prizes/medicine/2003/perspectives/

Aborda:


Vídeos em Português (recomendados para graduação)

Canal Casa da Ciência / USP

Procure no YouTube:

"Como funciona a Ressonância Magnética?"

Excelente para introduzir:

  • Campo magnético
  • Prótons de hidrogênio
  • Formação da imagem

Canal Radiologia e Diagnóstico por Imagem

Procure:

"História da Ressonância Magnética"

Material bastante utilizado em cursos de Radiologia e Física Médica.


Canal Manual do Mundo

Procure:

"Como funciona a Ressonância Magnética?"

Ótimo para despertar interesse dos alunos antes da fundamentação teórica.


Canal Instituto Israelita Albert Einstein

Procure:

"Ressonância Magnética: como funciona?"

Excelente qualidade científica e linguagem acessível.


Roteiro de Aula 1

Unidade I - Fundamentos da Física da Ressonância Magnética

Tema

História da Ressonância Magnética e Evolução da RM na Medicina

Carga horária sugerida: 3 horas


Momento 1 - Problematização (15 min)

Pergunta inicial

Como os médicos conseguem visualizar o cérebro em detalhes sem realizar cirurgia e sem utilizar radiação ionizante?

Promover discussão livre.

Registrar no quadro:

  • Raios X
  • Tomografia
  • Ultrassonografia
  • Ressonância Magnética

Momento 2 - Contextualização Histórica (30 min)

Exibição do vídeo

History of MRI: From Physics to Clinical Application

Após o vídeo discutir:

  1. Quem descobriu a RMN?
  2. Qual a contribuição de Rabi?
  3. Qual o papel de Bloch e Purcell?
  4. Quem criou a primeira imagem por RM?
  5. Quem recebeu o Nobel?

[youtube.com], [mccollege.edu]


Momento 3 - A Física por trás da RM (40 min)

Exposição dialogada

Apresentar:

Conceitos

  • Spin nuclear
  • Próton de hidrogênio
  • Momento magnético
  • Campo magnético B₀
  • Radiofrequência
  • Magnetização M₀

Mostrar o esquema:

𝑀0⃗=∑𝜇𝑖⃗M0​​=∑μi​​

Perguntar:

O que significa o símbolo Σ?

Resposta esperada:

Soma de todos os momentos magnéticos dos prótons.


Momento 4 - Ausência de Radiação Ionizante (20 min)

Discussão dirigida

Comparar:

MétodoUtiliza radiação ionizante?
RadiografiaSim
TomografiaSim
Medicina NuclearSim
Ressonância MagnéticaNão

Discussão:

  • Segurança do paciente
  • Exames seriados
  • Aplicações na oncologia
  • Aplicações pediátricas

Momento 5 - A RM Moderna (30 min)

Exibição de trechos do vídeo

The Past, Present and Future of MRI

Discutir:

  • Equipamentos de 1,5 T
  • Equipamentos de 3 T
  • fMRI
  • DTI
  • Tractografia
  • Inteligência Artificial

[youtube.com]


Momento 6 - Integração com Física Médica (20 min)

Explicar aos alunos:

A evolução histórica da RM permitiu o surgimento de:

  • Neuroimagem
  • Neuronavegação
  • Planejamento neurocirúrgico
  • Tractografia
  • Oncologia de Precisão

Relacionar diretamente com os capítulos futuros do livro.


Atividade Avaliativa Final

Questão Discursiva

Explique por que a Ressonância Magnética é considerada um dos métodos diagnósticos mais sofisticados da medicina moderna e quais vantagens ela apresenta em relação aos métodos que utilizam radiação ionizante.


Tarefa para Casa

Assistir ao vídeo:

The Past, Present and Future of MRI

Produzir uma resenha crítica (1 página) respondendo:

  1. Qual foi o maior avanço histórico da RM?
  2. Qual aplicação clínica chamou mais atenção?
  3. Como a Física contribuiu para esse desenvolvimento?

[youtube.com]

Esse roteiro já atende integralmente os tópicos 1.1 (A Ressonância Magnética), 1.2 (sem radiação ionizante) e 1.3 (método diagnóstico sofisticado) da Aula 1 do livro Física Médica 2026.

Conteúdo Programático Unidade I – Fundamentos da Física da Ressonância Magnética (15h) Aula 1 História da Ressonância Magnética. Evolução da RM na medicina. FÍSICA MÉDICA 2026 Professor César Augusto Venâncio da Silva Unidade I – Fundamentos da Física da Ressonância Magnética (15h) Capítulo 1 História da Ressonância Magnética e sua Evolução na Medicina



 



Uma introdução às técnicas avançadas de ressonância magnética: fMRI, espectroscopia, imagem por t...




PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA MÉDICA

Disciplina: Introdução à Ressonância Magnética

Carga Horária: 75 horas

Ementa

Fundamentos físicos da Ressonância Magnética (RM). Propriedades magnéticas da matéria. Magnetização nuclear e spin. Princípios da Ressonância Magnética Nuclear (RMN). Campos magnéticos estáticos e gradientes. Radiofrequência e excitação dos núcleos de hidrogênio. Relaxação longitudinal (T1) e transversal (T2). Formação da imagem por ressonância magnética. Espaço-k e transformada de Fourier. Sequências básicas de aquisição. Instrumentação e componentes do equipamento. Segurança em ambientes de RM. Aplicações clínicas da ressonância magnética em neurologia, oncologia, cardiologia e sistema musculoesquelético. Introdução às técnicas avançadas, incluindo difusão, perfusão, espectroscopia e tractografia.

Objetivos Gerais

Compreender os fundamentos físicos e tecnológicos da ressonância magnética, correlacionando os princípios da física aplicada à obtenção de imagens médicas de alta qualidade e às suas aplicações clínicas.

Objetivos Específicos

  • Compreender os princípios da Ressonância Magnética Nuclear.
  • Estudar os fenômenos de magnetização e relaxação.
  • Conhecer os componentes de um sistema de RM.
  • Entender a formação das imagens e os principais parâmetros de aquisição.
  • Analisar os aspectos de segurança em ambientes de campo magnético elevado.
  • Identificar aplicações clínicas e perspectivas futuras da RM.

Conteúdo Programático

Unidade I – Fundamentos da Física da Ressonância Magnética (15h)

Aula 1

  • História da Ressonância Magnética.
  • Evolução da RM na medicina.

 

FÍSICA MÉDICA 2026

Professor César Augusto Venâncio da Silva

Unidade I – Fundamentos da Física da Ressonância Magnética (15h)

Capítulo 1

História da Ressonância Magnética e sua Evolução na Medicina


1. Introdução

A Ressonância Magnética (RM) constitui uma das mais importantes tecnologias de diagnóstico por imagem da medicina moderna. Sua capacidade de produzir imagens detalhadas de tecidos moles sem a utilização de radiação ionizante revolucionou diversas especialidades médicas, incluindo neurologia, oncologia, ortopedia, cardiologia e medicina de precisão. O desenvolvimento da RM resultou da integração entre a Física, a Química, a Engenharia e a Medicina, representando um exemplo clássico de aplicação do conhecimento científico em benefício da saúde humana.

A evolução histórica da técnica demonstra como descobertas fundamentais da física nuclear, realizadas ao longo do século XX, culminaram na criação de um dos métodos diagnósticos mais sofisticados da atualidade.

1.1 A Ressonância Magnética (RM)

A Ressonância Magnética (RM) constitui uma das maiores conquistas da Física aplicada à Medicina. Trata-se de uma técnica de diagnóstico por imagem capaz de produzir representações anatômicas detalhadas das estruturas internas do corpo humano por meio da interação entre campos magnéticos intensos, ondas de radiofrequência e propriedades físicas dos núcleos atômicos, especialmente os prótons de hidrogênio presentes nos tecidos biológicos.

Diferentemente de outras modalidades diagnósticas desenvolvidas ao longo do século XX, a RM fundamenta-se em princípios da mecânica quântica, do eletromagnetismo e da física nuclear. Sua origem encontra-se nos estudos de Ressonância Magnética Nuclear (RMN), desenvolvidos inicialmente para investigação das propriedades da matéria. A partir da década de 1970, avanços tecnológicos permitiram transformar sinais físicos obtidos dos núcleos atômicos em imagens médicas de elevada resolução, inaugurando uma nova era no diagnóstico clínico.

O princípio físico da RM baseia-se na capacidade de determinados núcleos atômicos apresentarem momento magnético quando submetidos a um campo magnético externo. No organismo humano, o hidrogênio torna-se o principal elemento de interesse devido à sua abundância na água e nos lipídios. Quando expostos ao campo magnético principal do equipamento, denominado B₀, os prótons tendem a alinhar-se segundo a direção desse campo, produzindo uma magnetização resultante detectável.

A aplicação de pulsos de radiofrequência provoca alteração temporária desse equilíbrio magnético. Após a interrupção do pulso, os prótons retornam gradualmente ao estado inicial, emitindo sinais eletromagnéticos que são captados por bobinas receptoras e posteriormente processados por sofisticados algoritmos computacionais. O resultado desse processo é a formação de imagens com excelente contraste entre diferentes tecidos.

Ao longo das últimas décadas, a evolução da RM ampliou significativamente suas aplicações clínicas. Atualmente, a técnica é utilizada em neurologia, cardiologia, ortopedia, oncologia, ginecologia, urologia e diversas outras especialidades médicas. Além das imagens anatômicas convencionais, surgiram modalidades avançadas, como a Ressonância Magnética Funcional (fMRI), a Espectroscopia por RM, a Difusão por Tensor (DTI), a Tractografia Cerebral e os estudos multiparamétricos empregados na medicina de precisão.

Dessa forma, a Ressonância Magnética consolidou-se como uma tecnologia indispensável para a prática médica moderna, contribuindo para diagnósticos precoces, planejamento terapêutico e monitoramento da resposta aos tratamentos.


1.2 A Importância da Ausência de Radiação Ionizante

Uma das características mais relevantes da Ressonância Magnética é a obtenção de imagens diagnósticas sem a utilização de radiação ionizante.

Radiações ionizantes são formas de energia capazes de remover elétrons dos átomos e moléculas, produzindo íons. Exemplos incluem os raios X e a radiação gama. Embora extremamente importantes para a medicina diagnóstica e terapêutica, essas radiações possuem potencial biológico para causar alterações celulares e danos ao material genético quando utilizadas em doses elevadas ou repetidas.

Modalidades como radiografia convencional, mamografia, fluoroscopia e tomografia computadorizada utilizam radiação ionizante para formar imagens. Apesar de serem consideradas seguras quando empregadas corretamente, existe crescente preocupação com a exposição cumulativa dos pacientes, especialmente em indivíduos submetidos a múltiplos exames ao longo da vida.

A Ressonância Magnética distingue-se dessas técnicas porque utiliza apenas:

  • Campo magnético estático;
  • Campos magnéticos de gradiente;
  • Ondas de radiofrequência não ionizantes.

As ondas de radiofrequência empregadas na RM possuem energia insuficiente para provocar ionização dos átomos dos tecidos biológicos. Consequentemente, o exame não apresenta os mesmos riscos associados à exposição radiológica.

Essa característica confere importantes vantagens clínicas. Crianças, gestantes em situações específicas, pacientes oncológicos em acompanhamento prolongado e indivíduos portadores de doenças crônicas podem ser avaliados repetidamente sem exposição acumulativa à radiação ionizante.

Além dos aspectos relacionados à segurança, a ausência de radiação permitiu a expansão das indicações clínicas da RM, especialmente em protocolos que exigem monitoramento frequente. Em neuro-oncologia, por exemplo, pacientes podem realizar exames seriados para acompanhamento da evolução tumoral ou da resposta terapêutica sem aumento do risco radiobiológico.

Outro aspecto importante refere-se às pesquisas científicas. A segurança relativa da técnica possibilitou avanços em neurociência, estudos cognitivos e investigações longitudinais, permitindo a observação do funcionamento cerebral humano em diferentes fases da vida.

Portanto, a ausência de radiação ionizante representa uma das principais razões para a ampla aceitação da RM na prática clínica contemporânea, tornando-a um método seguro e adequado para diversas situações diagnósticas.


1.3 A Ressonância Magnética como um dos Métodos Diagnósticos Mais Sofisticados da Atualidade

Entre todas as modalidades de imagem disponíveis na medicina moderna, a Ressonância Magnética é frequentemente considerada uma das mais sofisticadas e tecnologicamente avançadas.

Essa sofisticação decorre da combinação de conhecimentos provenientes de múltiplas áreas científicas, incluindo:

  • Física Quântica;
  • Física Nuclear;
  • Eletromagnetismo;
  • Engenharia Biomédica;
  • Ciência da Computação;
  • Inteligência Artificial;
  • Medicina Clínica.

O primeiro aspecto que justifica essa classificação é sua excepcional resolução de contraste para tecidos moles. Estruturas anatômicas que apresentam densidades semelhantes em outros métodos de imagem podem ser claramente diferenciadas na RM. Isso permite a identificação detalhada de órgãos, músculos, nervos, vasos sanguíneos e lesões patológicas.

Outro diferencial é a capacidade multiparamétrica da técnica. Um único exame pode fornecer informações:

  • Anatômicas;
  • Funcionais;
  • Hemodinâmicas;
  • Metabólicas;
  • Moleculares.

Essa capacidade ultrapassa o conceito tradicional de imagem estrutural, aproximando a RM de uma verdadeira ferramenta para caracterização biológica dos tecidos.

A sofisticação tecnológica também pode ser observada nas modalidades avançadas atualmente disponíveis.

A Ressonância Magnética Funcional (fMRI), por exemplo, permite estudar áreas cerebrais ativadas durante processos cognitivos, motores e sensoriais. A técnica tornou-se fundamental para pesquisas em neurociência e para planejamento neurocirúrgico.

Da mesma forma, a Difusão por Tensor de Difusão (DTI) possibilitou o desenvolvimento da Tractografia Cerebral, permitindo a reconstrução tridimensional dos principais feixes de substância branca do sistema nervoso central. Essa tecnologia revolucionou a neurocirurgia moderna ao fornecer informações sobre a conectividade cerebral e a relação entre tumores e vias neurais críticas.

A integração da inteligência artificial representa outro marco importante. Algoritmos de aprendizado de máquina são capazes de auxiliar na segmentação automática de órgãos, detecção de lesões, radiômica e análise prognóstica, ampliando significativamente o potencial diagnóstico da técnica.

Nos últimos anos, a RM tornou-se elemento estratégico para a chamada Medicina de Precisão. Nesse modelo assistencial, decisões terapêuticas são individualizadas de acordo com características anatômicas, funcionais e biológicas específicas de cada paciente.

Assim, a Ressonância Magnética não é apenas um método de obtenção de imagens. Trata-se de uma plataforma tecnológica avançada capaz de integrar informações estruturais, funcionais e moleculares, desempenhando papel central no diagnóstico, no planejamento terapêutico e na pesquisa biomédica do século XXI.


Referências Bibliográficas

BROWN, R. W. et al. Magnetic Resonance Imaging: Physical Principles and Sequence Design. 3. ed. Wiley, 2024.

BUSHBERG, J. T. et al. The Essential Physics of Medical Imaging. 5. ed. Wolters Kluwer, 2024.

WESTBROOK, C.; ROTH, C. K.; TALBOT, J. MRI in Practice. 6. ed. Wiley-Blackwell, 2024.

HAACKE, E. M. et al. Magnetic Resonance Imaging: Physical Principles and Sequence Design. Wiley, 2014.

MCDONALD, E. S.; BARCH, D. M.; VAN ESSEN, D. C. Applications of Functional Magnetic Resonance Imaging in Clinical Medicine. New England Journal of Medicine, v. 392, 2025.

LE BIHAN, D. Diffusion MRI: What Water Tells Us About the Brain. Nature Reviews Neuroscience, v. 25, 2024.

LIPTON, M. L. Practical MRI Physics. Cambridge University Press, 2023.

HORNACK, J. P. The Basics of MRI. Rochester Institute of Technology, 2023.

Para um livro-texto de Física Médica e uma disciplina de graduação e pós, eu recomendo documentários e vídeos em três níveis: histórico, físico-conceitual e aplicações clínicas avançadas.

1.1 A Ressonância Magnética (RM): origem e fundamentos históricos

Vídeo 1 (obrigatório)

28:25

History of MRI: From Physics to Clinical Application | Radiology Master" : How MRI Was Invented?"

 

15:58

The Past, Present and Future of MRI | Ep 2/3

 

History of MRI: From Physics to Clinical Application (28 min)

Por que utilizar?

  • Apresenta a evolução desde a RMN até a RM clínica.
  • Discute os trabalhos de Rabi, Bloch, Purcell, Lauterbur e Mansfield.
  • Excelente para introduzir a cronologia abordada no Capítulo 1. [youtube.com], [mccollege.edu]

Vídeo 2

The Past, Present and Future of MRI (Everything MRI + Siemens Healthineers)

  • Produção documental de alta qualidade.
  • Mostra a evolução dos primeiros equipamentos até os sistemas modernos.
  • Excelente material complementar para discussão tecnológica da RM. [youtube.com]

Vídeo 3

The MRI - A History (Documentary)

  • Documentário voltado especificamente para a história da RM.
  • Enfatiza os pioneiros da tecnologia e os marcos científicos que levaram à criação do primeiro equipamento clínico. [historyoft...lurken.org]


1.2 A RM sem utilização de radiação ionizante

Vídeo 4

1978: Dr Mansfield's MRI Medical Marvel (BBC Archive)

  • Documento histórico raro da BBC.
  • Mostra Peter Mansfield apresentando uma tecnologia capaz de visualizar estruturas internas "sem utilização de raios X".
  • Excelente para comparar RM e Tomografia Computadorizada. [youtube.com], [nobelprize.org]

Discussão sugerida em sala

Após exibir o vídeo, propor:

"Por que a ausência de radiação ionizante transformou a RM em uma ferramenta tão importante para neurologia, pediatria e oncologia?"

A partir dessa questão os alunos podem relacionar:

  • Raios X;
  • Tomografia Computadorizada;
  • Segurança radiológica;
  • Princípio ALARA;
  • Proteção radiológica do paciente.

1.3 A RM como um dos métodos diagnósticos mais sofisticados da atualidade

Vídeo 5

Nobel Prize - MRI Discoveries

Apresenta o contexto científico que levou ao Prêmio Nobel de Medicina de 2003 concedido a Paul Lauterbur e Peter Mansfield pelas descobertas relacionadas à RM. [nobelprize.org], [nobelprize.org]


Vídeo 6

Illuminating the Brain / Advanced MRI Applications

Utilizar para introduzir:


Sequência Didática Recomendada para sua Aula 1

Parte I (20 min)

História da RM

  • Vídeo: History of MRI: From Physics to Clinical Application

Parte II (20 min)

Como a RM funciona

  • Campo magnético B₀
  • Prótons de hidrogênio
  • Radiofrequência
  • Formação da imagem

Parte III (15 min)

RM versus métodos com radiação ionizante

  • Vídeo BBC Mansfield
  • Debate guiado

Parte IV (20 min)

RM moderna

  • fMRI
  • DTI
  • Tractografia
  • Inteligência Artificial
  • Medicina de Precisão

Encerramento

Pergunta norteadora:

"Como uma descoberta da Física Nuclear realizada na década de 1940 tornou-se uma das principais ferramentas diagnósticas da Medicina de Precisão do século XXI?"

Essa pergunta integra perfeitamente os tópicos 1.1, 1.2 e 1.3 e pode servir como questão discursiva de avaliação.

∑ 𝜇 𝑖 ⃗ ∑μi​ "Soma de todos os momentos magnéticos individuais dos prótons." QUESTÃO 1

 A expressão

∑𝜇𝑖⃗∑μi​​

é lida como:

"Somatório dos vetores momento magnético μᵢ"

ou de forma mais didática:

"Soma de todos os momentos magnéticos individuais dos prótons."

Onde:

  • Σ (sigma maiúsculo) = somatório;
  • μ (mi) = momento magnético;
  • i = índice que identifica cada próton do conjunto.

Assim, na Ressonância Magnética:

𝑀0⃗=∑𝜇𝑖⃗M0​​=∑μi​​

lê-se:

"A magnetização resultante M zero é igual à soma vetorial de todos os momentos magnéticos individuais dos prótons."

Interpretação física

Imagine milhões de pequenos vetores magnéticos:

𝜇1⃗, 𝜇2⃗, 𝜇3⃗, ..., 𝜇𝑛⃗μ1​​, μ2​​, μ3​​, ..., μn​​

Sem campo magnético, eles apontam para direções aleatórias:

∑𝜇𝑖⃗≈0∑μi​​≈0

Leitura:

"A soma dos momentos magnéticos é aproximadamente zero."

Após aplicar o campo magnético principal 𝐵0B0​, mais prótons alinham-se paralelamente ao campo, produzindo uma soma não nula:

∑𝜇𝑖⃗≠0∑μi​​=0

originando a magnetização líquida:

𝑀0⃗M0​​

que é lida como:

"vetor magnetização de equilíbrio" ou "magnetização resultante longitudinal".

Forma para apresentação oral

Em uma prova ou seminário, você pode dizer:

"O símbolo Sigma representa a soma vetorial dos momentos magnéticos de todos os prótons. Na ausência de campo magnético essa soma é praticamente zero. Com a aplicação do campo principal B₀ surge um pequeno excesso de prótons alinhados, gerando uma magnetização resultante M₀ detectável pela Ressonância Magnética."

Questão 1 Sob a perspectiva da Física Vetorial, a formação da magnetização resultante em um exame de Ressonância Magnética (RM) pode ser compreendida pela soma vetorial dos momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio presentes nos tecidos biológicos.

 


DISCUSSÃO.

Questão 1

Sob a perspectiva da Física Vetorial, a formação da magnetização resultante em um exame de Ressonância Magnética (RM) pode ser compreendida pela soma vetorial dos momentos magnéticos dos núcleos de hidrogênio presentes nos tecidos biológicos.

Na ausência de um campo magnético externo, os momentos magnéticos dos prótons encontram-se orientados aleatoriamente em todas as direções. Como consequência, a soma vetorial desses vetores magnéticos é praticamente nula, não havendo uma magnetização macroscópica detectável.

Quando o paciente é colocado no equipamento de RM, aplica-se um intenso campo magnético principal B₀, geralmente orientado ao longo do eixo longitudinal do aparelho (eixo z). Sob a ação desse campo, os prótons passam a assumir preferencialmente duas orientações:

  • Paralela a B₀ (estado de menor energia);
  • Antiparalela a B₀ (estado de maior energia).

Embora existam prótons em ambas as orientações, a população alinhada paralelamente é ligeiramente maior devido à menor energia desse estado. Dessa pequena diferença populacional surge uma magnetização líquida resultante (M₀).

Do ponto de vista vetorial, os componentes transversais (nos eixos x e y) dos momentos magnéticos individuais apresentam fases aleatórias e se cancelam mutuamente. Já as componentes longitudinais, orientadas na direção de B₀, somam-se vetorialmente, produzindo um vetor resultante não nulo:

𝑀0⃗=∑𝜇𝑖⃗M0​​=∑μi​​

onde:

  • 𝑀0⃗M0​​ = magnetização resultante;
  • 𝜇𝑖⃗μi​​ = momento magnético de cada próton.

Assim, a magnetização de equilíbrio apresenta-se predominantemente ao longo do eixo z:

𝑀0⃗=𝑀0𝑘^M0​​=M0​k^

sendo 𝑘^k^ o vetor unitário na direção do campo magnético principal.

Essa magnetização longitudinal não é detectada diretamente. Para gerar um sinal mensurável, aplica-se posteriormente um pulso de radiofrequência (RF), que desloca o vetor 𝑀0⃗M0​​ para o plano transversal. Nesse plano, a magnetização passa a induzir correntes elétricas nas bobinas receptoras, produzindo o sinal de RM.

Conclusão

Portanto, sob a ótica da Física Vetorial, o campo magnético principal 𝐵0B0​ organiza parcialmente os momentos magnéticos nucleares, fazendo com que suas componentes longitudinais se somem enquanto as componentes transversais se anulam. O resultado é o surgimento de uma magnetização macroscópica líquida 𝑀0⃗M0​​, alinhada ao eixo de 𝐵0B0​, que constitui a base física para a obtenção das imagens por Ressonância Magnética.

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